PRÉDIOS
Do que conseguimos apurar, no ano de 1876, os serviços do Consulado encontravam-se na Avenue de Caumartin em Paris 9.
No ano de 1877, passaram a funcionar no 29, avenue Wagram, em Paris 8, tendo aí permanecido até 1939.
De 1939 a Maio de 1965, funcionaram no 18, avenue Kléber em Paris 16.
De Maio de 1965 a 30 de Abril de 1981, permaneceram no 10, rue Edouard Fournier em Paris 16.
De 1 de Maio de 1981 até 30 de Abril de 1999, funcionaram num imóvel situado no 187, rue du Chevaleret em Paris 13.
Desde 1 de Maio de 1999 que o Consulado-Geral de Portugal em Paris se encontra em funcionamento no 6-8, rue Georges Berger em Paris 17, após a aquisição do edifício pelo Estado Português em Julho de 1998.
Os registos de propriedade existentes não permitem conhecer com precisão a data de construção dos prédios nº 6 e 8 da rue Georges Berger.
De qualquer modo, segundo os mesmos registos, parece incontestável que o prédio do nº 6 foi construído em pleno período "haussmaniano" (IIº Império) ou seja, entre 1860 e 1870, altura em que esta zona de Paris, 8º e 17º bairros nomeadamente, foi completamente reconstruída, tornando-se o bairro residencial da grande burguesia parisiense.
Este prédio estava circundado de terrenos pertencentes à sociedade dos Irmãos Pereire (políticos e homens de negócio de origem portuguesa), muito conhecidos naquela época.
A sociedade "Pereire" vendeu os ditos terrenos para construção de residências particulares, em Junho de 1875. Os registos notariais, ainda que incompletos, confirmam a construção do prédio nº 6, antes desta data. Quanto ao do nº 8, é típico da Arte Nova, o que situa assim a sua construção no princípio do século XX, em data anterior a 1918, já que nesse mesmo ano ambos os edifícios foram adquiridos por uma família de nome Chouard.
Estes prédios estão situados no perímetro de protecção dos monumentos históricos.
Georges Berger era um engenheiro de minas, deputado do 9º bairro de Paris e foi comissário geral da Exposição Universal de 1899. Habitou no prédio do nº 8.